Quando a medida entrou em vigor e a quem ela se aplica
A medida entrou em vigor no dia 21 de janeiro, sendo válida somente para os casos de permanência prolongada, ou seja, não afetará aqueles que pretendem viajar a turismo para os EUA, muito menos quem possui dupla nacionalidade, caso o imigrante tenha o passaporte de um dos países que não estão na lista, as regras de imigração não sofrerão alterações.
A política afetará países como Nigéria, Somália, Irã, Afeganistão, Rússia, Tailândia e Iêmen.
De acordo com a Embaixada, o objetivo é evitar com que esses imigrantes que visam se fixar se tornem um “fardo financeiro” para os Estados Unidos.
Os vistos de turismo e negócios, o B-2 e o B-1/B-2, continuarão sendo regularmente emitidos, considerando que essas modalidades permitem estadias temporárias e não possibilitam trabalhar, residir ou estudar no país.
Brasileiros que desejam viajar para os Estados Unidos para férias, visitas familiares ou atividades de negócios de curta duração, poderão solicitar o visto normalmente, que seguirá com a análise preliminar atual do Consulado, sem mudanças nesse sentido.
O que motivou a decisão dos Estados Unidos
Em nota, o Consulado alega que o fundamento da medida é para reduzir os riscos migratórios e de segurança.
Em vista disso, a decisão reacende a reflexão sobre a postura dos Estados Unidos em relação à imigração.
É importante destacar que o conceito sucede um cenário em que o Departamento de Estado ordenou uma análise mais rigorosa dos processos de visto sob a ótica de “encargo público”, um dos fatores é a possibilidade dos imigrantes se beneficiarem de programas sociais dos EUA. De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado, o órgão: “usará sua autoridade de longa data para considerar inelegíveis os imigrantes em potencial que (…) explorariam a generosidade do povo americano.”
Trata-se de uma medida que contrasta com a própria trajetória histórica do país, cuja formação econômica e projeção global estiveram profundamente ligadas à contribuição dos imigrantes. Ao endurecer esse tipo de política, os EUA parecem se distanciar de um dos pilares que sustentaram sua consolidação como potência.



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