Escrito por Victor Del Vecchio

23 abr, 2025

Desde o final de 2023, cidadãos do Japão e do Brasil não precisam de visto para realizar viagens de turismo, com a duração de até 90 dias,  entre os dois países.

Essa medida é reflexo do estreitamento das relações diplomáticas, culturais e econômicas entre o Brasil e o Japão, o que gerou também, no período de um ano, um aumento de aproximadamente 60% na ida de brasileiros ao país asiático.

Em novembro de 2025, o Brasil e o Japão celebram 130 anos de relações diplomáticas, iniciadas a partir da Assinatura do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação, em 1895.

Hoje, o Brasil abriga a maior comunidade japonesa que mora fora do Japão, com mais de 2 milhões de nipo-brasileiros. Além disso, mais de 200 mil brasileiros vivem no Japão, e são conhecidos por “dekasseguis”, imigrantes (descendentes de japoneses ou não) que buscam constituir uma residência e trabalho fixo no país.

A isenção recíproca de vistos é um ajuste de equidade diplomática (para que ambos países operem com as mesmas regras), que ocorre na esteira de um aprofundamento de laços e afinidades já existentes, marcado também pela abertura do mercado do “país do sol nascente” à importação de carne bovina brasileira, entre outros produtos que já são comercializados, como café, minério de ferro, aves, suínos e alumínio.

 Outro fator característico desse aprofundamento nas relações diplomáticas entre o Brasil e o Japão é a parceria estratégica na troca de conhecimento e planos sobre o uso de energias renováveis, essenciais para combater as mudanças climáticas.

O Brasil tem um grande potencial para produzir energias renováveis, seja através do etanol, energia eólica, hidrelétrica e solar. O Japão, por sua vez, é um grande produtor da tecnologia necessária para gerir, distribuir e refinar a produção dessas energias. 

A política de inserção de vistos entre Brasil e Japão  tem previsão de duração até 30 de setembro de 2026, podendo ser renovada ou não e pode potencializar as trocas comerciais e de turismo entre os dois países.

Ainda assim, é sempre aconselhável que se consulte um especialista para assegurar que o ingresso nos países ocorrerá conforme as regras vigentes entre os dois países.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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